Como precificar o seu produto ou serviço

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Fim de ano é tempo de revisão e avaliação e, no contexto de uma startup, é inevitável que este tema envolva a matemática. Mais especificamente, a questão da precificação do produto ou serviço oferecido pela empresa ao seu consumidor. 

Com a ajuda da mentora InovAtiva Érica Silva, vamos passar por alguns pontos essenciais para ajudar o empreendedor a definir o preço adequado de venda para que ele tenha lucro real com ela, respeitando todas as métricas necessárias para isso. 

Estratégia de precificação

A chegada da Black Friday coloca esta questão em cheque para muitos empreendedores. Afinal, como oferecer descontos atraentes ao consumidor sem entrar no negativo? Antes de qualquer coisa, é importante entender os parâmetros necessários para definir seu preço de forma estratégica, que vai garantir uma margem de lucro confortável para oferecer descontos.

“Para conseguir trabalhar com preços baixos, é imprescindível que você tenha o menor custo de produção possível”, afirma Érica. Caso não seja possível produzir com custos baixos, a profissional diz que é preciso vender mais. 

Além disso, o empreendedor precisa analisar muito bem quem é seu consumidor e o quanto ele está disposto a pagar pelo seu produto ou serviço. “É preciso avaliar qual a abertura do mercado, minha persona, minha estratégia inicial, o problema que se está resolvendo e, principalmente, o poder aquisitivo do meu cliente”, diz. 

Conceitos financeiros a observar

Antes de qualquer coisa, é importante definir o conceito de receita. Por definição ela é todo o dinheiro que entra na companhia, a partir de sua atividade principal, antes sem considerar custos e despesas.  

Ainda que, aparentemente, custo e despesa possam ser sinônimos, a empresária define os dois termos de formas diferentes. Para Érica, o custo é todo o valor relacionado ao processo produtivo, como energia, gás, matéria-prima e mão de obra.  

Já as despesas são os gastos decorrentes da administração do negócio. “É o que o empreendedor gasta mensalmente com aluguel, equipe de vendas, taxas de cartão de crédito, ou juros. Dependendo de cada uma, elas podem ser variáveis ou fixas”, diz. 

Érica aconselha fortemente que seja usada uma ferramenta de gestão financeira que permita encontrar o ponto de equilíbrio do negócio, ou seja, qual é exatamente a quantidade de produtos que precisa ser vendida para evitar prejuízos. 

Outra questão importante para colocar na conta é o Custo de Aquisição de Cliente (CAC). Ele se refere a todo o gasto referente a estratégias de marketing e comunicação que ajudam a startup a atingir seu público alvo, ou seja, é um investimento. 

Érica Silva, Mentora Inovativa durante mentoria coletiva sobre Precificação e Orçamento

 

Dele, também sai o Churn, um percentual de perda de clientes por período analisado, e o Lifetime Value (LTV), o quanto de lucro futuro que cada usuário pode proporcionar à empresa durante o período em que consome seu produto ou serviço. 

Érica Silva, Mentora Inovativa durante mentoria coletiva sobre Precificação e Orçamento

 

A partir desses itens, é possível identificar a margem de contribuição, ou seja, o quanto cada um dos seus produtos colabora para o capital de giro, a garantia de sustentar financeiramente a instituição.

Érica Silva, Mentora Inovativa durante mentoria coletiva sobre Precificação e Orçamento

 

Fazendo toda a contabilidade cuidadosamente é possível ter o controle efetivo e saber com segurança como precificar seu produto e serviço, tendo margem para dar descontos em datas como a Black Friday. 

 

Confira a mentoria completa: 

Precificação e Orçamento com Érica Silva – InovAtiva