Gestão de equipes: confira 7 dicas fundamentais para a sua startup

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A complexidade de fazer uma empresa sair do papel e alcançar sucesso no mercado vai muito além da qualidade do seu produto. Dentre uma lista de atividades que envolvem pessoas – atendimento ao cliente, processos internos e externos, relação com companhias parceiras – todas têm uma coisa em comum: a equipe.

Por isso, a gestão de equipes envolve uma série de cuidados. “Equipes não são formadas por máquinas e algoritmos. Se fosse assim, seria fácil. Uma vez programado, o computador obedece uma determinada ordem. O ser humano é diferente. É um ser complexo, que muda constantemente seu comportamento e suas aspirações”, diz Fabiano Nagamatsu, mentor no programa InovAtiva Brasil. Mestre em administração com foco em inovação e especialista em recursos humanos, em 2020 foi escolhido como Líder de Comunidade destaque no ciclo 2020.2 do InovAtiva

Para sabermos mais sobre as especificidades e os desafios da gestão de uma equipe, conversamos com Nagamatsu, que compartilhou suas dicas sobre o tema.

Dicas para uma boa gestão de equipes

  1. Estar na retaguarda

Para Fabiano Nagamatsu, uma das dicas mais importantes para ser um bom líder é não ser um “chefe”. Pode parecer contraditório, mas, segundo o especialista, os dois termos têm conotações bem diferentes.

“É comum vermos nas mentorias empreendedores que querem ser chefes e estar à frente do projeto. Mas, na verdade, o líder está na retaguarda. Ele tem a função de dar condições para que seus colaboradores possam desempenhar o melhor papel dentro da startup. Ou seja, o bom líder deve ser um bom condutor e motivador”, complementa.

  1. Compartilhar missão, visão e valores com a equipe

Neste sentido, é essencial que o líder compartilhe com seu time e empregue, de fato, a missão, a visão e os valores da instituição. Quando falamos de missão, nos referimos à essência do negócio: por que ele existe e qual seu propósito. A visão é aquilo que é determinado como meta. Já os valores, norteiam a cultura da organização. “Tudo isso é importante para que seja desenvolvido um direcionamento específico que possa ser acompanhado, além de criar uma identidade para a startup”, explica Nagamatsu.

  1. Identificar e corrigir problemas

Identificar quando algo não está certo no seu grupo de trabalho e saber a melhor forma de corrigir este problema é uma função constante para um líder. “Analisar o comportamento de pessoas diferentes é uma tarefa complexa. Por isso, é importante verificar constantemente se os colaboradores estão exercendo as funções corretas na organização, de acordo com suas habilidades específicas”, comenta. Muitas vezes, o funcionário está desempenhando uma função errada na empresa porque não foi bem selecionado para a vaga.

  1. Observar hard/soft skills

Fabiano aponta que é imprescindível observar a questão de hard/soft skills (termo utilizado para separar o tipo de aptidão apresentado por cada profissional, desde conhecimento em outros idiomas, até capacidade de trabalhar sob pressão, por exemplo). Segundo Nagamatsu, isso deve ser feito tanto no momento da seleção, quanto no acompanhamento da equipe. “Analisar as habilidades, o comportamento e, principalmente, as atitudes frente aos problemas, é tão importante quanto o aprendizado teórico que o candidato desenvolveu ao longo de três ou quatro anos de formação”.

  1. Fornecer feedbacks

Outro ponto central é o fornecimento de feedbacks. Segundo o mentor, críticas só são construtivas quando não existem por si só: precisam ter base e estarem acompanhadas de fatores que possam ajudar o colaborador a se aprimorar.

Fabiano ainda pontua que uma boa opção é escolher um ambiente descontraído para ter esse tipo de conversa. “O feedback tem que acontecer de um jeito bem informal, para que não se crie uma barreira. Levar o funcionário para tomar um café na padaria e dar exemplos de situações correlatas que aconteceram com outras pessoas pode ser a chave para que ele aceite bem sua crítica e tenha vontade de melhorar”, diz. Já quando o feedback é positivo, deve ser para todo mundo. “Reúna o time, faça aquela festa, mostre o que aquele indivíduo fez de bom. Apresente e elogie, isso é o melhor incentivo hoje em dia dentro de uma organização.”

  1. Manter a união e colaboração entre integrantes da equipe

Quanto à gestão de equipes durante o período de distanciamento físico, em que muitas empresas adotaram o home office, o especialista frisa o quão importante é manter a união e colaboração entre os integrantes da equipe. Para isso, um bom líder precisa usar soluções criativas. Uma saída interessante pode ser o uso de gamificação para uma competição entre todos os membros, ou mesmo métodos de motivação voltados ao relacionamento interpessoal, fazendo com que as pessoas contribuam entre si para se sentirem mais importantes no time.

  1. Criação de um bom endomarketing para a empresa

Por último, Fabiano recomenda a criação de um bom endomarketing para a empresa. “Uma boa comunidade de fãs para a sua marca vai partir dos seus colaboradores. É isso que vai segurar seus bons talentos no time e fazer com que as pessoas não só queiram comprar os seus produtos da sua empresa, mas também tenham o sonho de trabalhar dentro dela”, finaliza.

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