InovAtiva Day | Especialistas compartilham dicas de como atrair clientes

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Não existe empresa sem clientes. Na jornada empreendedora, a validação essencial de uma ideia não passa por outro caminho senão a aprovação de seu público-alvo. No esforço de alcançar esse marco, no entanto, existem algumas técnicas úteis, apresentadas pelos painelistas da programação “Magna de Encerramento” do InovAtiva Day, dia 9 de outubro de 2021. 

O tema foi abordado de duas formas diferentes. Flávia Paixão, idealizadora do projeto Empreender com Paixão, apresentou sua perspectiva de aprendizado constante e ferramentas práticas. Ricardo Françoso, Diretor de Vendas na GrowthHackers , falou sobre a técnica de Growth Hacking e desmistificou questões sobre o assunto. Confira abaixo alguns destaques:

O cliente não vai cair do céu

Flávia Paixão esclarece o quão importante é que os empreendedores se tornem gestores dos próprios negócios, de fato. “Aqui no Empreender com Paixão, nós buscamos formar profissionais, pessoas que entendam tudo sobre o que estão fazendo”, diz. 

“Chegou a hora de desaprender”, afirma a profissional. Segundo ela, é comum observar empreendedores que já começam com um plano de ação definido e persistem nele. “Se não estiver dando certo, pare um pouco e pense no que pode aprender para mudar sua estratégia.”

Flávia segue sua exposição demonstrando a importância de compreender onde seu público está, o que precisa e quais suas dores, além da sua jornada de decisão de compra: “é possível prever como o cliente se comporta na hora de adquirir algo. Até uma compra por impulso pode ter uma jornada”.

Quanto a ferramentas para ajudar o empreendedor a alcançar seus objetivos, Flávia sugere a Lean Canvas. “Ela é bastante focada no problema do cliente que você resolve.” Este tema leva a empreendedora a outra questão importante: deixar de lado o otimismo cego. “Muitas vezes, você pode achar que está resolvendo um problema, mas o cliente tem outro. Só ouvindo suas necessidades é possível explorar novas brechas no mercado.”

Flávia também fala sobre a avaliação de métricas, presença digital, e da importância de saber reagir a mudanças de mercado.

A cultura da experimentação

“Não tem nada de ilegal quando falamos de Growth Hacking”, brinca Ricardo Françoso, sobre o receio de muitas pessoas com o termo em inglês “hacker”. “A parte de ‘hack’, significa simplesmente encontrar brechas e oportunidades, no caso, para o crescimento de sua empresa”, diz. 

Sua exposição foi baseada na cultura de experimentação. “É natural que o empreendedor precise tentar, errar, tentar novamente, até suceder. Mesmo assim, o mercado e seu contexto, as necessidades do público podem mudar e ele precisa recomeçar”

“Deixe o ego de lado. O erro nada mais é do que aprendizado e o convite a tentar novamente”, diz o profissional, apoiando-se em dados: a taxa de fracasso na inovação é aproximadamente de 75%, enquanto a de sucesso é de 25%. “Para inovar, você tem que experimentar. Se não quer errar, não é um experimento. E, quanto mais tentativas,  maior sua chance de sucesso.”

Ricardo também esclarece que experimentar não significa “atirar para todos os lados”, sem método. É necessário o uso de dados e testes de mercado para a tomada de decisão. 

“O Growth Hacking é um processo contínuo, sustentável, sempre em melhoria, que precisa de um trabalho dedicado. É uma cultura centrada em experimentação, conectado ao produto, marketing e vendas. E ele pode ou não envolver código”, diz o profissional. 

Ou seja, significa unificar as métricas e direcionar os esforços para o crescimento. “Ao invés de diluir as energias para o crescimento de formas diferentes na equipe, de acordo com o Growth Hacking, todo mundo deve trabalhar no mesmo sentido”, finaliza. 

Assista o vídeo na íntegra aqui