Mães empreendedoras: inspiração para empreender veio da vivência educacional dos filhos

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“As pessoas pensam que é preciso escolher entre o trabalho e a maternidade. A realidade é o oposto. Ser mãe me possibilitou identificar problemas com os quais eu precisava me envolver e trabalhar com afinco para resolver”, afirma Marília Pessoa, CEO da Eduqhub, acelerada do ciclo 2021.1 do InovAtiva Brasil. Sua inspiração para empreender veio da vivência educacional de seus cinco filhos.

Marília Pessoa, CEO da Eduqhub

A profissional, que desde os 17 anos trabalhou com tecnologia na empresa de sua família, observou um problema estrutural no modelo da educação brasileiro. “As escolas aqui só falam de vestibular”, comenta. Segundo ela, o sistema pedagógico nacional, ainda que tenha começado a discutir o tema da inclusão, não é abrangente para as particularidades de cada aluno. Assim, os alunos são forçados a se encaixar nos padrões de ensino, ao invés de desenvolver suas habilidades.

Métodos de educação

Após uma temporada morando e estudando nos Estados Unidos, Marília admirou o método utilizado por lá e quis tentar algo parecido aqui. “A gente vive ouvindo que as coisas só funcionam por lá. Não é verdade. Temos a mesma competência e recursos por aqui – a questão é desenvolver a prática de acordo com nossa cultura.”

A principal diferença que a CEO observou nos métodos de educação norte-americanos é um dos pilares do empreendedorismo: o sucesso do cliente. Segundo ela, as escolas devem se preocupar com o sucesso dos seus alunos e não apenas passar o conteúdo e preparar provas, mensurando seu aprendizado baseado em números padronizados.

“Cada aluno tem habilidades e caminhos diferentes de aprendizado”, diz. Sua lógica é que forçar a criança a seguir o padrão estipulado de cima para baixo não funciona. Por outro lado, estimular sua curiosidade e criatividade, apoiando a socialização e solução de problemas gera muito mais interesse para que ela própria se empenhe a alcançar seus objetivos.

Marília conta sobre a importância do engajamento das famílias no processo. “Vemos uma tendência geral de jogar a responsabilidade de certas coisas na escola e vice-versa. Precisamos trabalhar em conjunto para promover melhoras nas futuras gerações.”

A profissional compartilha uma experiência que inaugurou na escola de seus filhos: uma feirinha aberta às famílias aos finais de semana. Reunindo todos no mesmo espaço e estimulando a vontade dos alunos, ela comenta o quão visível foi o engajamento de todas as pessoas envolvidas. Desse modo, até os alunos mais tímidos se engajaram para vender seus produtos e ideias.

O aluno no centro do aprendizagem

Com toda a experiência que acumulou, Marília fundou a Eduqhub, startup que trabalha com a premissa de colocar o aluno no centro do seu aprendizado e com a evolução do ensino para atender as necessidades da sociedade. Segundo ela, português, matemática e estudos sociais não são mais suficientes. Assim, as crianças precisam estudar Criatividade, Educação Financeira, Empreendedorismo, Artes, Inteligência emocional, sustentabilidade e com uma metodologia inovadora que atenda as necessidades dessa nova geração.

Usando a tecnologia e a gamificação, a plataforma é capaz de apoiar os alunos a encontrarem quem eles são, quais os seus talentos e como intensificá-los. “Acreditamos no aprendizado colaborativo e em fomentar a inclusão de crianças e jovens que não se encaixam no sistema de educação tradicional. Precisamos formar seres humanos completos que saibam usar sua individualidade a seu favor”, finaliza a empresária.

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