Mercado pet dispara na pandemia e inspira inovação

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Você deve ter notado a quantidade de pessoas conhecidas que passaram a ter um pet ou adotaram um animalzinho de estimação durante o isolamento social. Talvez você até seja uma delas. De longe, você não foi o único. Segundo pesquisas, 54% dos tutores adotaram um animal desde que o covid-19 passou a ser uma realidade — 19% deles pela primeira vez na vida.

Esse aumento provocou também uma explosão de novos negócios neste segmento e com certeza a tecnologia tem contribuído para esse salto, assim como em outros setores da economia, principalmente com a criação de soluções altamente inovadoras e disruptivas. Em dois anos, o setor cresceu 30% e hoje fatura 50 bilhões de reais, segundo o Instituto Pet Brasil.

Um estudo feito em agosto do ano passado pela Liga Ventures, plataforma que transforma inovação aberta em resultado real, lançada em parceria com a Petz – maior pet center do Brasil, chamada de Liga Insights Pet Techs  mostrou que o país possui, 124 Pet Techs ativas, que se dividem em 10 categorias de aplicação. Dentre elas destacam-se, Alimentação Animal (16,13%); Plataformas de Serviços (14,52%), com soluções para facilitar o gerenciamento de ofertas de serviços como banho, hospedagem, veterinário, entre outros; Comunidades PET (12,90%), com startups que promovem a interação entre empresas, associações e tutores; E-commerce de Produtos Pet (10,48%), com marketplaces para comercialização de produtos pet; e Novos Produtos (10,48%), com startups com foco no desenvolvimento próprio de novos produtos para animais de estimação. 

Startups que vem inovando o mercado pet

Uma das startups que segue essa tendência de mercado é a PetParker. Você já deve ter visto e até usado suas casinhas espalhadas por supermercados, farmácias e outros estabelecimentos nos seus passeios. Elas funcionam com um aplicativo que lê o QR Code em cada dispositivo, que permite iniciar a ventilação adequada para que o bichinho possa respirar tranquilamente. Assim, ele fica seguro enquanto o tutor faz suas compras sem se preocupar. 

“Tive a ideia a partir de um acidente que tive com meus dois pets – Thor e Mike. Durante um passeio, precisei entrar no supermercado. Sem saber dos perigos, amarrei-os na porta da loja e eles fugiram”, diz Georges Ebel, CEO da PetParker. 

Felizmente eles foram encontrados. Mas o profissional relata que, durante a busca, descobriu a quantidade assustadora de roubos e sequestro de pets, além de acidentes que acontecem com os animais amarrados na frente de lojas onde não podem entrar. Foi aí que surgiu a empresa – lançada no final de 2019 e que já cresceu 500%. 

“Tivemos o desafio de explicar aos estabelecimentos qual era o nosso serviço no início. Mas, uma vez que eles entendiam a proposta, a reação foi bastante positiva. A relação das pessoas com seus pets mudou muito nos últimos anos, e os estabelecimentos já buscavam uma forma de oferecer uma experiência de compra positiva para esse consumidor. A preocupação em atender bem o cliente pet tem aumentado rapidamente desde que lançamos a PetParker e em setores diversos, como shoppings, alimentação, saúde e academias.”

Tutor da Nina e Lélis Blanc (Lelê para os íntimos), Luiz Guimarães criou uma solução para ajudar a cuidar da saúde dos pets. A PetCopter é uma mistura de buscador de serviços, agenda de cuidados pet e agência de publicidade de nicho. “Conectamos quem tem pets com quem trabalha com eles e assim resolvemos os problemas de um e geramos renda para o outro, sempre de forma geolocalizada”, diz. 

Assim se você precisa encontrar um serviço específico (ex.: endoscopia, hospedagem, transfusão de sangue…), promoção ou evento, adotar um pet ou um lugar pet friendly pra passear com seu amiguinho, a startup encontra todos esses serviços, sempre por ordem de distância.

“Percebemos que no último ano o contexto pet realmente se solidificou. Hoje, programas de TV que falam de assuntos domésticos, empreendedorismo e investimentos têm sempre o assunto pet como pauta. Tivemos um aumento de usuários e também a procura de grandes empresas”, conta o empresário que já atua em 98 cidades de todos os estados brasileiros e na cidade de Lisboa e Porto, em Portugal. 

Diante disso, é importante que os agentes do ecossistema fiquem de olho no segmento pet, pois ainda existe um oceano de oportunidades a ser explorado.

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência