Série Conexão | Conexão com Capital

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Empreendedorismo é resultado de boas ideias, inovação, solução de problemas, trabalho duro e, essencialmente, conexão: um dos principais pilares do InovAtiva. Para honrar sua importância, o Blog InovAtiva inaugura a Série Conexão.

Abrindo a sequência, o primeiro post será chamado de Conexão com Capital. Este  conteúdo foi inspirado no painel apresentado no InovAtiva Experience 2021.1, em 7 de agosto, com diferentes perspectivas sobre o tema. Entenda mais detalhes sobre essa importante etapa em sua jornada empreendedora:

Investimento Anjo

Filósofa de formação, a diretora da Anjos do Brasil, Maria Rita, defende a importância de definir conceitos e explica que “investimento anjo” é o resultado de Capital + Valor Agregado. “O investidor anjo não só vai ajudar com a parte financeira. Também oferecerá apoio estratégico e mentoria: aquele ombro amigo para quando surgirem problemas”, diz.

“O investimento em startups precisa sempre ser visto como uma série de etapas, chamada Escada de Investimentos. Diferentemente do aporte em negócios tradicionais, as startups precisam de diversos tipos de aplicações em momentos variados.” Segundo a profissional, o Investimento Anjo é o primeiro deles, feito nas etapas iniciais do empreendimento.

João Kepler, da Bossanova Investimentos, é investidor anjo há mais de 12 anos e diz que nada é mais rentável do que investir em negócios: “mesmo com os riscos, existe a possibilidade de dar grandes retornos”. Ele também comenta sobre sua lógica e processo de decisão. “Eu não entro em um negócio só para ter lucro, ser sócio, ou por dividendos. Eu entro pelo valor atual e futuro da empresa”.

Aceleração investidora

“O fundraising (captação de recursos) é uma maratona. Mesmo que você não consiga o investimento, é importante nutrir os relacionamentos e saber quem são as pessoas que compartilham dos mesmos valores e podem querer investir no seu negócio futuramente”, acrescenta Marcos Mueller, da Darwin Startups, aceleradora que completará investimentos em 100 startups até o fim do ano.

Além disso, segundo o investidor, cada centavo conta. “Pense bem em cada equipamento que comprar, leve tudo em consideração para tomar as decisões mais racionais possíveis.”

“Startups são pessoas. É muito importante que seja criado um ambiente em que elas  se sintam empoderadas e acolhidas, principalmente nos momentos iniciais, em que a empresa não consegue apresentar perspectivas sólidas de futuro”, aconselha.

Fontes alternativas: Subvenções e Crédito

Alexandre Peteffi, sócio da E271 Consultoria em Captação de Recursos, trabalhou por anos com projetos de inovação, empreendedorismo e finanças e sua contribuição foi no sentido das fontes alternativas de recursos como as subvenções, e nos créditos financeiros tradicionais. “Temos vivido um momento de constante inovação também no mercado financeiro, nas possibilidades de financiamento, tanto para as empresas tradicionais, quanto para empresas voltadas ao desenvolvimento tecnológico e que não tenham histórico e ativos para colocar num sistema mais tradicional de financiamento”, diz o especialista.

Segundo ele, Subvenções são chamadas públicas de investimento disponibilizadas por meio de editais, somente nas áreas temáticas que são do interesse do agente específico que as abre, assim como os concursos públicos. “Por exemplo: a Petrobras pode abrir uma chamada procurando por empresas inovadoras na área de produção de combustíveis”, explica. Suas dicas para concorrer a elas são: ler atentamente os editais e separar toda a documentação necessária, ser claro e objetivo, demonstrar conhecimento técnico sobre o mercado, identificar claramente seu diferencial perante os concorrentes, trabalhar com métricas objetivas e ter metas bem definidas.

Já o Capital de Crédito é uma forma mais tradicional de acesso a investimentos. “Esta análise é feita de forma mais conservadora, porque a empresa precisa demonstrar sua capacidade de retornar àquela instituição o recurso com os juros definidos”, explica Peteffi, que também reforçou a ideia que as próprias fintechs que têm disponibilizado crédito a pequenas e médias empresas com condições mais flexíveis e juros menores.

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