Sólides recebe aporte de R$ 530 milhões: recorde em RH Tech na América Latina

Compartilhe:

“Quando começamos, todos falavam que estávamos doidos por lançar uma só plataforma para toda a trajetória de RH dos negócios. Hoje o mercado reconhece que, principalmente para as Micro e Pequenas Empresas, essa é a melhor forma de trabalhar”, conta Mônica Hauck, CEO da Sólides. A RH Tech, acelerada no InovAtiva Brasil em 2014, recebeu este ano um aporte recorde para o segmento: R$ 530 milhões. 

A empresária contextualiza a diferença entre a Sólides e as outras RH Techs, que são geralmente especializadas em uma só vertical da área de recursos humanos. Por exemplo, o recrutamento e seleção. Depois disso, o cliente precisa usar outra plataforma para acompanhar o funcionário na sua equipe e no momento do desligamento. “Quando falamos de MPEs,  não existe tecnologia nem orçamento para fazer o uso de diversas ferramentas. Não é eficiente e o RH precisa trabalhar sem inteligência de dados, fazendo uma gestão que pode ser aprimorada em vários sentidos”, diz. 

Concentrando todo o trabalho da área de RH  em um só software, Mônica tem a intenção de estar presente em cada MPE do país e economizar milhões de reais para seus clientes em custos de rotatividade de funcionários. “Quando os colaboradores são contratados de forma assertiva e geridos com inteligência, eles permanecem mais tempo na empresa. Assim, elas conseguem crescer e contratar mais do que demitir.”

Mônica é formada em História com especialização em Cultura Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Sólides não é sua primeira experiência empreendedora. Ela ingressou no ecossistema à frente de uma  agrotech. A partir de uma curiosidade pessoal vinda de seu interesse e formação na área de humanas, desenvolveu com seus sócios um sistema de mapeamento comportamental. 

“Na época, as ferramentas existentes não eram acessíveis. Só existiam softwares importados, que não se adaptavam à cultura e ao comportamento do brasileiro. Foi daí que tivemos a ideia de fundar a Sólides para entregar essa tecnologia de forma democrática”, diz a empreendedora. 

A Sólides entra no mercado com um mapeamento adequado ao trabalhador brasileiro e também com valor menor do que os comercializados pelos produtos importados que existiam no passado. Segundo a CEO, o objetivo disso vai no cerne da questão – o motivo para se trabalhar com gestão de pessoas. 

Como eram mais caras, as ferramentas anteriores só estavam disponíveis acima do nível de gerência. Sendo que o problema da rotatividade nas empresas brasileiras está justamente nos níveis abaixo. Ou seja, elas não conseguiam cumprir seu papel. “Nosso objetivo de democratizar o acesso ao nosso produto é de ajudar as empresas a fazer melhor sua seleção de colaboradores, colocar a pessoa certa no lugar certo e melhorar as relações de trabalho. Assim, elas conseguem ter muitos benefícios na maturidade da gestão e focar no crescimento da organização de forma consistente”, finaliza.