Startup acelerada no InovAtiva usa a realidade aumentada no atendimento ao cliente

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Quando o assunto é realidade aumentada, nossa mente vai automaticamente ao entretenimento. Mas a verdade é que, uma vez que a tecnologia é inventada, ela pode ter milhares de aplicações possíveis. O papel do empreendedorismo inovador é justamente esse: encontrar oportunidades de usar os recursos disponíveis para criar soluções compreensivas que facilitem a vida de seus clientes. 

E qual é um dos maiores desafios do público no seu cotidiano senão a necessidade de entrar em contato com o suporte técnico quando os aparelhos domésticos não funcionam? Este é o problema que a Octágora, uma das startups destaque do Ciclo 2021.2 do InovAtiva Brasil, se propõe a resolver com a realidade aumentada.

Sem a necessidade de baixar algum aplicativo, a startup proporciona o auxílio visual que faz toda a diferença para aquele usuário que não conhece os nomes devidos de cada entrada em um roteador de internet, máquina de lavar roupa ou qualquer outro equipamento doméstico. De forma rápida e simplificada, o atendimento remoto consegue avaliar a necessidade de uma visita técnica presencial ou a possibilidade de resolução do problema durante a ligação.

Marcelo Izumi, CEO da startup, comenta que antes de começar a trabalhar na solução, fez sua lição de casa e entrou em contato com seu consumidor – as empresas que oferecem suporte técnico aos seus clientes. Observando o interesse que demonstraram por uma solução como a que estava propondo, iniciou os trabalhos e criou seus primeiros MVPs em 2019. 

“Durante as conversas com nossos clientes em potencial, percebemos uma necessidade muito grande de conseguir instruir o cliente e poder interagir e se envolver virtualmente com ele. Isso é o futuro: o trabalho remoto. Reduzir custos de improdutividade é muito importante para as empresas”, diz o empreendedor, cuja solução é pioneira no Brasil no âmbito do atendimento ao cliente. 

Desde sua fundação até hoje, a startup já conseguiu rodadas de investimentos e tem trabalhado com clientes importantes , como a Claro, Vivo, Porto Seguro e Ultragás, desenvolvendo soluções personalizadas para cada uma. 

“Quando começamos a pensar no nosso serviço, vimos como referência o óculos de realidade aumentada. Aquilo custa de 3 a 4 mil dólares, não é acessível. Nos propusemos a criar uma solução democrática, que só precise de um smartphone, nem um aplicativo próprio. Nossos clientes são as empresas, não o consumidor final”, finaliza o empresário.