UX Design para startups: como começar a usar e 3 aspectos que empreendedores precisam conhecer

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UX Design é um termo que ouvimos frequentemente no universo de startups e inovação. O conceito envolve diversos aspectos da relação entre a empresa e seu usuário final e tem como foco garantir uma boa experiência do usuário desde o design do produto até o pós-venda. Ou seja, desenhar o serviço já com uma concepção interdisciplinar, entendendo o comportamento, limitações e desejos do contexto humano.

Ele não parece ser um conceito prático, mas o UX Design não tem nada de fantasioso. Muito pelo contrário: satisfazendo plenamente o usuário, ele impacta diretamente no ROI (retorno sobre o investimento, métrica que permite saber quanto dinheiro a empresa perde ou ganha com os investimentos feitos em diferentes canais).

Conheça um pouco mais sobre o conceito de UX Design e entenda como ele afeta diretamente no lucro da organização.

Como começar a pensar em UX Design

“Comece sempre colocando-se no lugar do seu consumidor”, introduz Tatiana Pacheco, profissional de comunicação que há mais de 20 anos ajuda companhias a construírem suas estratégias de negócio e integrante do time de mentores do InovAtiva Brasil.

Segundo a especialista, é imprescindível começar a planejar seu produto pensando no que o consumidor vai sentir e fazer quando utiliza sua solução. As perguntas básicas que o empreendedor deve responder no início de sua jornada são:

  1. O que ele procura?
  2. Qual a melhor forma de divulgar minha solução, para que ele compreenda o que estou oferecendo?
  3. Meu processo de compra está satisfazendo meu cliente ou só minha necessidade como instituição?

Para Luís Felipe Evers, mentor no InovAtiva Brasil com vasta experiência em inbound marketing, desenvolvimento de produto e UX Design, quando se fala em inovação, refere-se sempre a pesquisa exploratória.

“É indispensável ter contato com os usuários para entender melhor suas dores, como eles costumam resolver seus desafios do dia-a-dia, qual seu comportamento e como podemos melhorar essa experiência com nosso serviço”, diz. Ou seja, o cliente jamais deve ter a responsabilidade de se adaptar ao seu produto – este é que deve chegar para preencher uma lacuna da melhor forma possível.

Os 3 pontos básicos do UX Design

Utilidade, usabilidade e desejabilidade. Estas são as três características que norteiam a construção do UX Design para sua empresa.

A utilidade de um produto remete à questão mencionada acima: a pesquisa exploratória. Definir se um produto é útil para seu consumidor não é um processo que parte da corporação, mas das necessidades dele. É imperativo compreender qual é especificamente o problema que seu produto resolve e se ele será aceito e absorvido pelo seu público-alvo.

Basicamente, a usabilidade se refere à facilidade do usuário para lidar com seu serviço. Não adianta ter funcionalidades incríveis se o cliente não conseguir utilizá-las. Isso vai frustrá-lo e ele não vai persistir. Exploraremos este ponto com mais detalhes abaixo.

Por fim, a desejabilidade. Se já foi verificado que o produto desenvolvido é útil e tem boa usabilidade, agora é preciso fazer com que o consumidor queira usá-lo. Aqui, o conceito é subjetivo e se relaciona com questões como branding da marca, o layout amigável e até a “humanidade” de como o sistema trata o usuário – atente-se aos detalhes da sua interação, as antecipações de necessidades e transições entre funcionalidades. “Trabalhar a desejabilidade envolve construir uma solução bonita e atraente para encantar o público”, segundo Luís.

UX Design e o faturamento de sua startup

Pensar na experiência do usuário (UX) é uma questão estratégica para alcançar o sucesso com sua empresa. Uma das métricas mais importantes quanto a este tema é a redução da curva de aprendizagem.

“Quando percebemos que o usuário tem facilidade em aprender e entender uma solução, isso sinaliza que a usabilidade está intuitiva e fácil. Então, para quem trabalha para melhorar a jornada do cliente, esta é uma métrica essencial”, explica Luís, que ilustra como ela se relaciona com diferentes setores de uma organização. “Com uma boa usabilidade, ao demonstrar um produto ao cliente, ele tem menos dúvidas, o que reduz o tempo de venda. Depois, como ele tem mais facilidade em compreender e utilizar o serviço, o trabalho para a equipe de onboarding e implementação é reduzido. Consequentemente, a taxa de rejeição acaba sendo menor, porque as pessoas não ficam irritadas e não deixam de utilizá-la.”

Luís complementa que, quando a experiência com o cliente apresenta atritos, em algum momento isso será um gargalo que reduzirá a taxa de conversão, de venda, ou aumentando custos com a equipe para resolver problemas que uma ineficiência causada por usabilidade pode trazer.

Ambos os especialistas ressaltam que o UX Design é um tema muito difundido em produtos virtuais e aplicativos, mas que ele é aplicável para qualquer tipo de negócio. “Se pensarmos em uma lanchonete, temos que pensar em todo o ambiente para que, do momento da entrada na loja, até a compra efetiva, haja elementos que auxiliem o processo de decisão ao chegar no vendedor”, diz Tatiana.

Luís também se refere ao ambiente de recepção dos clientes. “Quando se entra em um restaurante e tem um um ambiente adequado para recebê-lo, uma sala de espera, com lugar para sentar, um garçom que a atenda para trazer aperitivos e bebidas, isso demonstra que o negócio é organizado e pensa no consumidor. Portanto, estamos nos referindo também à satisfação, que é o que gera recomendações e traz mais vendas, facilitando também o trabalho do vendedor”, conclui.