Conheça a primeira solução de mapeamento de produção aquícola do mundo

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“Quando você está em uma cidade grande como São Paulo ou Rio de Janeiro, é fácil pesquisar qualquer negócio que você está procurando pela internet que o GPS te informa exatamente onde ir. No campo, não é bem assim”, explica Kennedy Meira, COO da Bússola Farm

Kennedy Meira, Diretor de Operações da Bússola Farm.

Acelerada pelo InovAtiva Brasil no Ciclo 2021.1, a startup usa o sensoriamento remoto para aproximar o produtor rural da indústria e potenciais parceiros comerciais. Com essa premissa, a empresa desenvolveu a primeira solução de mapeamento de produção aquícola do mundo: o MaPeixe.

Os empreendedores são de Rondônia, estado brasileiro onde a produção de peixe é bastante desenvolvida. No entanto, segundo Kennedy, a região é extensa demais para encontrar produtores na base da indicação ou mesmo “batendo na porteira”. Para ajudar a colocá-los no mapa, a startup usa imagens de satélite e algoritmos de inteligência artificial. 

A partir da imagem “crua” vinda do satélite, são utilizadas técnicas de sensoriamento remoto para identificar as faixas espectrais indicativas de água. Então, é feita a inspeção visual dos candidatos para selecionar as lâminas piscícolas, a documentação de características (tamanho, ano de início, vegetação ripária, etc) e, por fim, são produzidas imagens vetoriais de cada lâmina selecionada e de suas alterações ao longo do tempo.

Com uma taxa de acerto geral de 92%, o MaPeixe já mapeou mais de 20 mil unidades piscícolas em Rondônia, Mato Grosso e Paraná, somando mais de 22 mil hectares de lâmina d’água. Só em Rondônia, isso representa mais de 17 mil produtores de peixes mapeados. 

Seus clientes diretos são as empresas que buscam novos piscicultores para parcerias. Com o uso da tecnologia, a RondoFish – frigorífico de peixes – aumentou em 20% o número de produtores piscícolas em seu portfólio. Do outro lado da cadeia, eles também atendem fornecedores de insumos para os piscicultores, como a Bigsal – vendedora de ração –, que pôde reduzir 7% dos seus custos de transporte em operações de vendas na região. 

“O peixe tem recebido cada vez mais destaque no Brasil, por ser uma fonte de proteína mais saudável do que a carne bovina. Nos comprometemos a ajudar esses produtores a encontrar melhores oportunidades para fazer negócios no país”, diz o profissional. 

A startup também começou a trabalhar com outros produtos, como o acompanhamento de produção bovina em unidades de confinamento na região. Segundo Kennedy, esse método, que não deixa os animais soltos se alimentando da vegetação natural, é a que mais consome insumos. Portanto, se faz necessário seu mapeamento para o mesmo fim que a produção de peixes em cativeiro. Este produto é chamado de MapBoi. 

Fundada em 2019, em Machadinho d’Oeste (RO), a startup já começou a ganhar o país. “Nosso próximo passo é finalizar o mapeamento de toda a Amazônia, mas temos o objetivo de expandir nossa atuação para todo o Brasil”, finaliza o profissional. 

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